quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ça me manque



Quem me dera que por alguns minutos eu pudesse voltar, rebobinar a memória e me inserir, novamente, no “já vivido”. Quem me dera que por alguns minutos eu pudesse sentir o mesmo cheiro, ter o mesmo olhar, ter e ver os mais sinceros sorrisos, me confortar nos abraços mais apertados. É... O nome disso é “saudade”. Essa palavra que assombra os “não-completos” (sim! Com direito a neologismo), que vem junto da distância, que aperta o coração; mas, que é a mesma que não deixa a memória ir-se. Saudade essa que vai e volta em fluxos intensos e inconstantes ainda mais fortes do que o normal ao lado da “solidão”. Não por falta de pessoas, mas de corações, espíritos. Nossa! Quantos personagens e aspas tem essa história, não?! Em meio a tantos pensamentos, meu silêncio faz-se ainda mais mudo cedendo lugar às palavras que gritam em mim. Podem parecer tristes, mas não são! Reais, eu diria. 
Nicolle Cozzolino