Quem me dera
que por alguns minutos eu pudesse voltar, rebobinar a memória e me inserir,
novamente, no “já vivido”. Quem me dera que por alguns minutos eu pudesse
sentir o mesmo cheiro, ter o mesmo olhar, ter e ver os mais sinceros sorrisos, me confortar nos abraços mais apertados. É...
O nome disso é “saudade”. Essa palavra que assombra os “não-completos” (sim!
Com direito a neologismo), que vem junto da distância, que aperta o coração;
mas, que é a mesma que não deixa a memória ir-se. Saudade essa que vai e volta
em fluxos intensos e inconstantes ainda mais fortes do que o normal ao lado da
“solidão”. Não por falta de pessoas, mas de corações, espíritos. Nossa! Quantos
personagens e aspas tem essa história, não?! Em meio a tantos pensamentos, meu
silêncio faz-se ainda mais mudo cedendo lugar às palavras que gritam em mim. Podem
parecer tristes, mas não são! Reais, eu diria.
Nicolle Cozzolino
